| Recife
Voluntário –
A Junior Achieviement está
no Brasil, há 26 anos. Quantos
jovens já foram beneficiadas
pelos seus programas?
Rosane
Schereschewsky
- No Brasil, mais de 700
mil jovens participaram dos programas
da Junior Achievement. Só em
Pernambuco, nesses três anos
de atuação, foram mais
de 9 mil jovens. Contamos com o trabalho
de 397 voluntários, em 24 escolas,
para levar esses projetos adiante.
RV
– A Junior Achievement tem,
ao todo, 14 programas de capacitação
e treinamento de crianças e
jovens. Quantos estão sendo
trabalhados no Brasil?
Rosane
- Em alguns Estados, onde
estamos há mais tempo, os 14
estão em funcionamento. Aqui
em Pernambuco estamos trabalhando
com sete programas voltados a jovens
da quinta série ao ensino médio.
São eles o Introdução
ao Mundo dos Negócios, o Nosso
Mundo, o Economia Pessoal, Empresa
em Ação, Mini-empresa,
Bancos em Ação, e o
Vantagens de Permanecer na Escola.
Em 2006 estamos implantando o Liderança
Comunitária, voltado a jovens
que estão nos 2º e 3º
anos do ensino médio, e o Nossos
Recursos, voltados a crianças
da 5ª série ensino fundamental.
Mas esse último só terá
início no 2º semestre.
RV
– O Recife Voluntário
é parceiro da Junior Achievement
na implantação do Liderança
Comunitária. Essa é
a primeira vez que ele está
sendo implantado no Nordeste. Em que
outro estados ele já está
em funcionamento?
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Rosane
- Inicialmente foi realizado
no Rio Grande do Sul, como piloto,
depois, também em fase experimental,
foram implantados nos estados de Santa
Cata-rina, Paraná e no Rio
de Janeiro, porém somente foi
liberado para implantação
no restante do Brasil no ano de 2006.
RV
- É possível traçar
um panorama com similaridades e diferenças
dessa experiência em Pernambuco
e no Rio Grande do Sul, por exemplo?
Rosane
- Neste momento, como as
duas turmas de PE estão em
fase inicial, ficaria difícil
especificar, porém, nossa intenção
é de tentar tornar este programa
aqui em Pernambuco uma referência
nacional, tendo em vista os parceiros
envolvidos na execução
do programa, como o Recife Voluntário.
Porque além das empresas patrocinadoras
e voluntários executivos, temos
também pessoas com expertise
na área social para dar o aporte
conceitual necessário para
o desenvolvimento do programa com
excelentes resultados.
RV
- Diferente do que aconteceu nos outros
estados, em Pernambuco houve uma sugestão
de que o Liderança Comunitária
resultasse
na implantação de fato
de uma ong. Originalmente o programa
se restingue a ensinar e preparar
os alunos para tal. Qual a sua expectativa
em relação a essa alteração?
Rosane
- Nesse momento, eu preferiria
dizer que a implantação
da ong em que os alunos |
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estão trabalhando é
um sonho nosso, dos voluntários,
e que nós vamos trabalhar
muito para que isto aconteça.
Assim como os outros programas,
nosso foco é a educação,
portanto, independente do que
aconteça no final, o
que
se espera é que os jovens
apliquem àquilo que eles
estão aprendendo para
suas vidas e suas comunidades.
RV
- Como tem sido
a experiência de trabalhar
em parceria com o Recife Voluntário
nesse projeto?
Rosane
- Excelente,
melhor não poderia ser.
As entidades do terceiro setor
deveriam trabalhar mais em conjunto,
pois afinal nossos objetivos
sempre vão estar alinhados
para o bem comum. Termos o Recife
Voluntário como nossos
parceiros na implantação
do Liderança Comunitária
está sendo uma experiência
de sucesso e um aporte inestimável
de conhecimentos.
RV
– Como é que programas,
como esse do Liderança
Comunitária, são
mantidos?
Rosane
– Os programas
são oferecidos pela Junior
Achiviement, mas são
patrocinados por empresas, que
fazem contribuições
anuais e podem indicar, ou não,
que programas e |
onde elas querem que eles sejam
implantados.
Em Pernambuco as empresas parceiras
são:
a
Gerdau, a Tim Nordeste,
a Baterias Moura,
a Petroflex, a Celpe,
a Fiepe/IEL, a Telemar,
o Grupo TCI, a Coca-Cola,
o CDL Recife, a White Martins,
a Elógica,
a Hebron, o C.E.S.A.R,
a Brilux e o Sindilojas.
RV
– O número de empresas
contribuindo com esse tipo de
iniciativa vem crescendo dentro
do ritmo esperado pela Junior
Achieviement?
Rosane
– Ele vem crescendo
pouco, mas muito aquém
do que
poderia ou melhor, deveria ser,
tendo em vista a forte economia
local e as grandes necessidades
sociais de Pernambuco.
RV
– Esse também
é o seu ponto de vista
em relação ao
comprometimento
das empresas com a responsabilidade
social no Estado?
Rosane
- Eu diria que no Brasil
a preocupação
com
a responsabilidade social está
crescendo rapidamente, e em
níveis exponenciais,
porém de acordo com meus
conhecimentos, no Estado de
Pernambuco ainda não
se vê nas empresas grande
preocupação com
este assunto.
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