EDIÇÃO: Fevereiro 2006
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Nossa homenagem
aos oito anos
de atuação no Recife Voluntário da Coordenadora de Voluntariado
para o
Desenvolvimento Comunitário

Recife Voluntário – Como você começou no Recife Voluntário?
Liliane Fell – Em 1997, assisti na televisão o VT de lançamento da campanha “Meu Coração é Voluntário” do Programa Voluntários e algo dentro de mim despertou. Procurei me informar sobre a campanha e como me tornar voluntária e não consegui encontrar nenhuma ong que atuasse nessa área. Até o termo “voluntário” era algo desconhecido. Conversando com meu chefe na época, o Dr. Pedro Nepomuceno, ele me informou que estava participando de reuniões do grupo fundador do Centro de Voluntários do Recife e me convidou para conhecer o trabalho. E a parti de 97 minha vida tomou outro rumo, larguei as atividades no escritório de advocacia e enveredei no mundo do voluntariado e do Terceiro Setor, no qual acredito e cada dia me fascina mais. Trabalhar pela causa do voluntariado tem sido uma aprendizagem constante. É uma experiência vivencial e de intenso crescimento, na qual o alvo sou eu mesma, o meu aprimoramento como “ser humano” e só desta forma, sendo o exemplo, é que poderei influenciar outras pessoas a também fazerem do voluntariado uma opção de vida.

RV – Como foi o início do Recife Voluntário?
Liliane – Inicialmente, o Recife Voluntário e outros Centros de Voluntários basearam sua atuação no modelo formatado pelo Programa Voluntários do Comunidade Solidária. Onde a principal atividade era ser o elo de ligação entre o voluntário que queria ajudar mas não sabia como e a entidade social interessada em trabalhar com voluntários. Então estes dois públicos eram sensibilizados através de palestras e cursos sobre a nova filosofia do voluntariado moderno. Os desafios foram surgindo e dentre eles: visão assistencialista a cerca do voluntariado, a falta de priorização e preparação por parte das Ongs conveniadas no que se refere à gestão profissional do Programa de Voluntariado interno, alto número de voluntários cadastrados e poucas vagas disponíveis nas Ongs conveniadas.
Atuar com o voluntariado institucional foi o primeiro laboratório mas não mobilizava recursos suficientes e limitava o nosso potencial de articulação e por isto, resolvemos ampliar nosso campo de atuação e iniciamos simultaneamente atividades com empresas, poder público e comunidades de base, onde se destacaram as parcerias com a Philips, LG Philips, Tribunal de Justiça de Pernambuco através do Centro de Justiça Terapêutica e o Projeto Escola Aberta da Unesco.

RV - E o que mudou na história da Organização ?
Liliane - Inúmeras mudanças ocorreram no Recife Voluntário, principalmente no que refere à constante rotatividade do quadro interno de funcionários, o que de certa forma fazia com que estivéssemos sempre tendo que recomeçar.
Nestes 09(nove) anos de existência, avançamos bastante e atualmente as nossas atividades estão agrupadas em três programas: Voluntariado nas Ongs, Voluntariado nas Empresas e Voluntariado nas Comunidades de base. Cada programa tem uma coordenação própria, sustentável através de parcerias específicas.
O Recife Voluntário tem sido aquele professor que agente leva os ensinamentos pro resto de nossas vidas.

RV – Como foi a sua experiência no Natal Voluntários?
Liliane – Vejo o Natal Voluntários como um centro referência em nível nacional e internacional e principalmente com legitimidade localmente. Ter tido a oportunidade de trabalhar lá em 2004 foi gratificante pela multiplicidade de atividades que desempenhei, entre elas destaco: as palestras sobre o Dia Global do Voluntariado Jovem nas escolas, oficinas sobre voluntariado jovem e participação no Programa Tempo de mutirões na comunidade.

RV – Por que você resolveu se dedicar ao voluntariado para o desenvolvimento comunitário?
Liliane – Acredito que se quisermos transformar a sociedade através do voluntariado isto só será possível se as pessoas que estão em desvantagem social forem estimuladas e encorajadas a participarem ativamente de todo o processo de mudança, e, não apenas serem meros fantoches de programas que visam gerar renda sem desenvolvimento social e coletivo. Desta forma, atuar no desenvolvimento comunitário é facilitar o despertar de consciências, do individual para o coletivo, fazendo com que cada um reflita sobre a questão de se não começarmos a pensar e agir em nome “de todos”, o nosso próprio futuro estará comprometido.

 

Recife Voluntário Av. Barão de Souza Leão, 221
Sala 33 • Boa Viagem - Recife / PE • CEP. 51.030-300
Fone/Fax: (81) 3342.5011 recife@voluntario.org.br
 


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Este site tem a colaboração das voluntárias: Ana Luiza Aguiar (Jornalista)
Ana Carla Silva (Designer)